Aventura Miguelistica
"As Aventuras e desventuras de um Miguelez, numa terra de Miguelez..."
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Responsabilidade
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Humilde, eu assino embaixo
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
O Grande Computador Celeste – parte III
Fonte: http://www.deldebbio.com.br/index.php/2008/06/20/o-grande-computador-celeste-parte-iii/

Claro que ainda existe o Livre Arbítrio. Em que oitava da energia de cada signo em cada planeta depende única e exclusivamente de VOCÊ.
Estudando os mapas astrais e decifrando este imenso computador celeste, as pessoas podem obter autoconhecimento e trabalhar suas fraquezas e desenvolver suas capacidades. Como já dizia o oráculo de Delfos “conhece a ti mesmo e conhecerá as maravilhas do universo”.
E também sobre o livre arbítrio: o computador celeste só ajuda a posicionar os espíritos de volta ao planeta. O que elas vão fazer depois disso depende única e exclusivamente delas.
Claro que você pode se propor a fazer muitas coisas e depois simplesmente não fazer nada do que se propôs e atrasar sua evolução (mas você vai ter de consertar todas as besteiras que fizer mais tarde!).
Ou pode até mesmo fazer o oposto do que disse que ia fazer. Um exemplo ótimo é Hitler. Circulam nos meios ocultistas relatos de que Hitler teria vindo para a terra para ser um grande líder, para tirar a Alemanha do caos da primeira guerra mundial e dar continuidade ao trabalho espiritualista do início do século, mas envolveu-se com o Caminho Sinistro e deu a merda que deu…

Voltando ao assunto… Imaginem que estas energias ainda precisam ser combinadas com os planetas, ou seja, não adianta falar “ah, mas eu sou de câncer e não tenho nada a ver com câncer”, porque você precisa examinar CADA planeta.
Se o seu sol for um signo, mas você tiver seis outros planetas em outro signo, provavelmente você terá uma personalidade muito diversa do que está nas revistas. Aliás, a imensa maioria dos horóscopos de revista são uma bosta.
Eu mesmo confesso que achava astrologia uma tremenda picaretagem antes de estudar Astrologia Hermética a fundo. Seria isso uma conspiração para impedir as pessoas de explorarem seus potenciais e mantê-las como gado?
Imagine um mundo onde desde criança os indivíduos já tivessem um contato com seus mapas astrais e estudassem seus pontos fortes e fracos, desenvolvendo as características que serão mais úteis para si mesmos e para a sociedade e trabalhando naquilo que precisam melhorar. Estudando assuntos que representam algo para sua personalidade ao invés de se enfiarem em empregos que não agregam nada a sua persona?
Sobre o aumento de população na Terra: os espíritos da orbe terrestre são aproximadamente 20 bilhões, dos quais cerca de 1/6 deveriam estar encarnados nesta faixa de vibração a cada ciclo (sim, a terra está superpopulada, descontrolada, estuprada, faminta, violenta e um completo caos, mas isto é mesmo novidade?). De qualquer forma, existem planetas “piores” e boa parte deste povo que está passeando pela terra nestas últimas encarnações sem fazer nada de útil para si mesmos está sendo direcionado para outros locais.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
O Grande Computador Celeste – parte II
Segunda parte da explicação sobre Astrologia Hermética. Para entendê-la, precisamos conhecer melhor as doze principais energias que fazem parte do universo humano.
Energias e os 12 Signos
Nossa realidade é baseada em um conceito dual de energias que se complementam, que os orientais chamam de Yang e Yin, positiva e negativa, masculina e feminina, penetrante e penetrada, luz e sombra, calor e frio, etéreo e denso e por ai vai.
Se imaginarmos que no início dos tempos a energia primordial dividiu-se em duas (Yin e Yang). Mais tarde, estas duas energias dividiram-se novamente, originando 4 energias: Fogo (espírito, yang-yang), Água (emoção, yang-yin), Ar (razão, Yin-Yang) e Terra (físico, Yin-Yin). Como as combinações yin-yang e yang-yin estão em um mesmo nível de energia (que chamamos de mente, um meio termo entre corpo e espírito, formada pela razão e emoção), os ocultistas dividiam o nosso corpo em três partes (corpo, mente e alma).
Simples até agora?
Bem… com uma terceira divisão, considerando apenas 3 “patamares” energéticos (que os astrólogos chamam de Fixo (terra), Cardinal (Fogo) e Mutável (ar, água), chegamos a 12 energias diferentes que agem sobre o ser humano (observe a imagem que eu fiz para uma melhor compreensão).
Deste pequeno gráfico chegamos à divisão dos signos em 4 grupos:
- Fogo (Áries, Leão e Sagitário),
- Água (Câncer, Escorpião e Peixes),
- Ar (Aquário, Gêmeos e Libra)
- Terra (Capricórnio, Virgem e Touro).
Outras pessoas preferem agrupar estas energias em 3 categorias:
- Cardinal (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio),
- Mutável (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes) e
- Fixo (Touro, Leão, Escorpião e Aquário)
Na verdade, tanto faz.

Cada um deste tipo de energia rege certas qualidades que precisam ser trabalhadas pelo ser humano no caminho para a ascensão: a iniciativa, o acumular, a comunicação, a emoção, a liderança, a autocrítica, a diplomacia, o poder, o alto astral, as restrições, o romper barreiras e o contato com o cósmico. Cada signo trabalha especificamente com um determinado tipo de energia.

E, finalizando, cada tipo de energia (signo) possui ainda níveis de evolução, que chamamos de OITAVAS. Então, assim sendo, duas pessoas com um mapa astral idêntico (irmãos gêmeos, por exemplo) podem ter características totalmente diferentes.
Vou dar um exemplo de oitavas para não nos alongarmos no assunto: Áries.
Em sua oitava mais baixa (energias menos desenvolvidas), temos pessoas irritadas, pavio-curto, nervosas, estressadas, impulsivas…
Em uma oitava média, temos pessoas de ação, que gostam de ter iniciativa, que saem na frente, que não são molengas, que gostam de exercícios físicos, de “explosões”…
Em oitavas mais altas temos líderes, pessoas que tomam a iniciativa para defender os fracos, que não recuam diante dos problemas, que enfrentam a tirania e assim por diante…
Agora juntemos os planetas e as energias.
Imagine que cada Planeta esteja associado a algumas características do ser humano: Sol (como você se expõe para os outros), Lua (como você é realmente), Mercúrio (como você pensa), Vênus (como você sente), Marte (como você briga), Júpiter (o que te facilita), Saturno (o que te atrapalha)… e assim por diante.
Nenhuma destas associações é aleatória e todos estes planetas, energias e características estão intimamente associados às sephiras da Kabbalah.
Desta forma, quando causamos uma interferência negativa no livre-arbítrio de outro ser (por exemplo, dano físico, representado por Marte, dano intelectual representado por Mercúrio, dano afetivo representado por Vênus, entre milhares de combinações), acumulamos “Karma negativo” e quando fazemos ações que colaboram com a evolução do planeta (ensinando, amando, auxiliando, construindo), acumulamos “Karma positivo” (note que isso não tem absolutamente NADA a ver com “Bem” e “Mau”, que são coisas totalmente humanas, mundanas e relativas).
Ao final de sua vida, tudo o que você fez de positivo e negativo fica arquivado (sim, os gregos já sabiam disso 2.500 anos atrás, e os Egípcios 6.000 anos atrás, com suas lendas sobre Anúbis e “pesar a balança”).
Além disto, entra em cena o Livre Arbítrio. Antes de nascer, cada pessoa se propõe a fazer alguma coisa nesta vida (“vou ajudar aquele irmão que prejudiquei na outra vida”, “vou cuidar de um orfanato”, “vou aprender a ser mais tolerante”, “vou ser mais organizado”, “vou me dedicar à música”, “vou aprender a ser mãe” e assim por diante). Tudo isso fica registrado e os orientais chamam isso de Dharma.
Com estes dados em mãos, os Engenheiros de Karma podem coordenar exatamente onde, quando e como uma alma deve retornar ao planeta, levando em conta outras almas que precisam passar por experiências semelhantes (ex. juntar um filho que precisa nascer cego com uma mãe que precisa aprender a tomar conta de alguém cego), seguindo o que chamamos de Lei de Afinidade.
Não apenas a Terra, mas TODOS os planetas do sistema solar são habitados (mesmo que nossos corpos físicos e equipamentos não possam detectá-los) e seguem o mesmo modelo de sincronicidade (Como diria um cara bem inteligente na Bíblia, “Há várias moradas na casa do meu Pai”), formando um único e gigantesco computador celestial, que funciona com mais precisão que o melhor dos relógios suíços.
– O que determina a que oitava uma pessoa pertence?
@MDD – O livre arbítrio
– O que é chamado de ‘Oitavas’ no texto são os ‘Decanátos’ dessa fontehttp://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=3441 ?
>> Além disto, entra em cena o Livre Arbítrio. Antes de nascer, cada pessoa se propõe a fazer alguma coisa nesta vida. – Em que momento ‘antes de nascer’ e onde esse ’se propõe’ acontece?
>> os Engenheiros de Karma – Quem são esses?
@MDD – São consciências supra-humanas que gerenciam as reencarnações. Eles determinam o “onde” e “quando” das encarnações.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
O Grande Computador Celeste – parte I
Para entender o conceito de computador celeste, são necessários alguns pré-requisitos:

Embora Allan Kardec não tenha usado em momento algum a palavra karma ou qualquer de suas variações, esta veio a ser mais tarde incorporada pelos espíritas para designar o nível de evolução espiritual de cada indivíduo, ao qual se devem as circunstâncias favoráveis ou desfavoráveis que venham a encontrar durante sua encarnação. Sempre é bom lembrar que Karma é algo que existe independente de você acreditar nele ou não. É como a Lei da gravidade.
Se existe Karma e Reencarnação, possivelmente devem existir entidades ou seres responsáveis por “recolocar” as pessoas nos planetas de acordo com o que elas fizeram, para que elas estejam na hora certa no local certo para que possam aprender e evoluir, correto?

Desta maneira, tirando uma “foto” do céu em qualquer local e horário de qualquer planeta do Sistema Solar (considere as luas de um planeta como fazendo parte dos “planetas” daquele céu), consegue-se uma imagem relativa e única daquele tempo-espaço, correto?
Tradições diferentes dão o nome diferente para a mesma coisa. Para os rosacruzes, “alma”é o “espírito” dos kardecistas, umbandistas, espíritas, e “espírito” é a energia primordial que forma o universo (o que os cientistas chamam de “blocos fundamentais da matéria”).
E, quanto aos ateus e céticos, é ótimo que comentem e agradeço a participação, desde que com alguma argumentação. Falar “os cientistas católicos não encontraram prova da existência de espíritos” é algo que eu aceito com prazer como refutação, pois faz parte da crença sagrada de cada um, mas falar “astrologia é uma bosta” só vai mostrar a todos o quão ignorante você é. Como disse Voltaire, “Posso não concordar com uma palavra do que você disser, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-las” e, se você não acredita em reencarnação, não tem problema, na próxima vida talvez você acredite hehehe
PS OBRIGATÓRIO: A busca da espiritualidade faz parte sim, não só das minhas aventuras, como das aventuras de qualquer ser vivente na face da terra. Não venho com essas palavras, dizer: façam isso, façam aquilo!, mas todo e qualquer pensamento ou documento capaz de tornar a vida de cada um de nós melhor, é algo válido, não acham?
sábado, 29 de janeiro de 2011
Criadores e Criaturas (primeiras linhas...)
Estava tudo perfeito.
Um som de campainha, vindo de algum canto da cozinha indicou que o prato principal estava pronto. O relógio despertador tocou. Ainda tinha dez minutos para os últimos preparativos.
Mateo foi até o quarto. Perfumou-se.
Abriu uma gaveta do roupeiro, logo, uma caixa com pertences mais íntimos. De ali, tirou uma caixa ainda menor. De uma gaveta ao lado tirou algo mais.
Volta para sala de estar, para aquele ambiente romântico. Coloca a pequena caixa no bolso interior do jérsei. O objeto, que tirou da última gaveta, coloca ao lado de seu prato.
Vai até a cozinha a trazer o prato principal, um exótico preparado que aprendera de amigos na Europa, pato com salsa belga de finas ervas. O aroma da comida enche o ambiente.
Ele olha o relógio. Está na hora.
A campainha não toca.
Nesse meio tempo, ele nota que falta ao ambiente um pouco de música. Vasculha seu grande acervo de CDs procurando algo ideal, e acaba decidindo-se por Perfect Day, de Tom Waits.
A campainha não toca.
Ele serve uma porção de pato a si mesmo. Não muito tempo depois, iniciou sua refeição, sozinho. Serve-se um pouco de vinho branco, frio. A música não havia terminado ainda, quando ele voltou a tirar a pequena caixinha do bolso do Jersey. Enquanto mastigava uma boa garfada do prato principal, abriu-a, pousou-a sobre a mesa, em frente ao seu prato, com o olhar derramado ao que havia dentro do seu interior.
Um anel de compromisso.
A música termina.
Lágrimas mancham a seda que cobre a mesa.
A campainha não toca. Ninguém vai chegar –– muito menos a prometida para aquela aliança. Há muitos anos, um acidente de carro impediu que isso acontecesse.
Ela se chamava Carolina, alguns anos mais jovem que ele. Linda, possuía uma determinação única e uma noção de mundo raríssima naqueles tempos.
Costumavam passar horas e horas conversando sobre qualquer assunto. Ela sempre tinha uma impressionante opinião sobre tudo e todos. Falassem de política, de economia, de história, de livros, cinema ou teatro, as palavras dela sempre acrescentavam muito mais do que simples conteúdo, e, ao final, perto do fatídico incidente, mesmo depois de quase três anos de convivência, ele não havia perdido a impressão de que Carolina, sua futura esposa, era aquele tipo de pessoa que está muito, muito além de sua própria geração, daquele tipo especial, que nasce a cada 200, 400 anos, e acaba mudando todo o modo de pensar de uma geração.
A distinção de quem pensava assim, se era o namorado apaixonado ou o homem comum, que ouvia as palavras dela, tal fora ela uma líder fundamentalista e mestra espiritual, ele não sabia dizer.
Sua única certeza era que Carolina era um sonho do qual ele queria fazer parte.
Com o guardanapo também de seda, Mateo limpou a boca ao terminar a refeição. Bebeu o último gole de vinho. Todos os pensamentos, todas as lembranças do ocorrido invadiram sua mente.
O restaurante caro onde a esperou, com um lindo anel de diamantes, pretendendo propor casamento à mulher de sua vida. O telefonema do hospital, então, a noticia trágica de que um acidente de transito havia interrompido seus planos... levado a vida daquela a quem amava.
O motivo de tudo isso, na verdade é o menos importante. Podia ser um acidente, um roubo, outro homem, a má interpretação de uma simples amizade. No entanto, a morte trágica e inesperada é a mais apropriada motivação para Mateo.
Ele alça o segundo objeto sob a mesa (aquele mesmo que ele tirou da segunda gaveta) e o aponta contra o próprio peito: um revolver, calibre 38.
Bastaria apenas uma bala para acabar com todo seu sofrimento –– nada mais que isso.
Cada dia, cada santo dia, na mesma hora, ele fazia essa mesma cerimônia. E quando chegava o último ato (um simples puxar de gatilho), ele falhava.