terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Responsabilidade

Responsabilidade é uma palavra batida. Clichê.
Isso é fato, pouca gente conseguiria me provar o contrário. Assunto passado, decadente, demodê... Como conversa do dia anterior, como roupa de um verão bem antigo. Responsabilidade é um conceito ausente, uma idéia moribunda.
Não para todos, que fique claro. Mas para a maioria, sim.
Uma mãe que nega um filho até o seu quase nascimento, desconhece essa palavra. Um trabalhador que sobrecarrega seu colega com o próprio labor, desconhece essa palavra. Um pai que não sustenta os filhos que gerou, por ignorância, desconhece essa palavra. Uma familia que acoberta os erros de um dos seus, sendo este reincidente em seu erro, sem dedicar a este a puniçao e o aconselhamento adequado, desconhece essa palavra. Um lider, um gerente, um administrador, um chefe de fila, um encarregado, um supervisor, que faz promessas sem a ansia de cumprí-las, desconhece essa palavra. E não vamos aqui citar os nossos políticos... Mas um povo que exerce o direito ao voto, baseado no fútil e vazio ato democrático apenas, também desconhece essa palavra...
Há milhares de exemplos por citar.
A minha proposta, simples, é a seguinte: Abra um jornal, uma página na internet, uma revista de fofocas qualquer, um livro. Procure essa palavra. Esqueça essa classificação tão pequena.
Responsabilidade é uma idéia. Divulgue-a.
Responsablidade é um conceito. Ponha-o em prática.
Exige diciplina e não é um objetivo facil de ser alcançado, no entanto, se você, como eu, busca um mundo melhor, para si, para o próximo, para seu filhos e netos, responsabilidade é a base de qualquer criação e algo que vale a pena.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Humilde, eu assino embaixo

Recentemente, recebi esse email, e gostaria de compartilhar, não só o texto, mas a campanha em si.
UNA-SE A ESSA IDÉIA; DEIXE DE DAR IBOPE A ESSA MER*********


BIG BROTHER BRASIL
(Luiz Fernando Veríssimo)
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail querecebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O Grande Computador Celeste – parte III


Fonte: http://www.deldebbio.com.br/index.php/2008/06/20/o-grande-computador-celeste-parte-iii/

Sobre as oitavas:
Áries: Áries lida com a energia dinâmica, com o fogo do fogo, a iniciativa. Oitavas baixas (brigões, pessoas que discutem e se inflamam por qualquer coisa), oitavas medianas (pessoas de iniciativa, que fazem, que são dinâmicas), oitavas Altas (pessoas que defendem as mais fracas, que lutam por causas de ideais)
Touro: lida com o acumular. Oitavas baixas (gananciosos, mesquinhos, pão-duros, materialistas), oitavas medianas (administradoras, sabem controlar o dinheiro, sabem agregar valores), oitavas altas (grandes administradores, líderes comerciais).
Gêmeos: lida com comunicação. Oitavas baixas (fofoqueiro, distraído, faz mil coisas sem terminar, avoado, falhas de concentração), oitavas medianas (comunicativos, viajantes, fazem mil coisas ao mesmo tempo), oitavas altas (grandes comunicadores, palestrantes, estudiosos de múltiplos assuntos).
Câncer: lida com as emoções. Oitavas baixas (dramalhão mexicano), oitavas médias (sentimental, emocional, mães), oitavas altas (grandes poetas, pessoas que sabem trabalhar e expressar suas emoções)
Leão: lida com o brilhar. Oitavas baixas (egocêntricos), oitavas medianas (líderes, artistas, atores, pessoas que não tem medo de se expor), oitavas altas (grandes líderes por carisma, pessoas carismáticas).
Virgem: lida com a autocrítica e perfeccionismo. Oitavas baixas (chatos em geral, gente que pega no pé dos outros), oitavas medianas (organizados, autocríticos), oitavas mais altas (controle de qualidade, pessoas que cobram atitudes das sociedades, pessoas ótimas para organizar qualquer coisa)
Libra: o diálogo, o ajuste entre duas partes. Oitavas mais baixas (indecisos, nunca sabem o que escolher, manipuladores das opiniões alheias), oitavas medianas (comunicativos no sentido de saber se colocar no lugar do outro), oitavas altas (diplomatas e conciliadores)
Escorpião: o poder. Oitavas baixas (traiçoeiros, manipuladores, aqueles que só pensam no poder), oitavas médias (pessoas que sabem lidar com o poder, especialmente mágico), oitavas altas (procure nas ordens secretas e você acha vários destes).
Sagitário: alto astral. Oitavas baixas (imprudentes, acham que tudo dará certo sem se preocupar, exagerados), oitavas medianas (pessoas de alto astral, todos se sentem bem perto delas), oitavas altas (aquelas pessoas que fazem o dia de todos ao redor mais feliz, não importa o que aconteça)
Capricórnio: o controle, disciplina. Oitavas baixas (pessoas dominadoras, carrascos, militarescos), oitavas medianas (seriedade, disciplina, autocontrole), oitavas altas (os melhores militares e policiais, juizes e advogados).
Aquário: os que rompem barreiras. Oitavas mais baixas (retraídos, melancólicos, não obedecem ordens, bagunçados), oitavas medianas (reformuladores, questionadores), oitavas altas (aqueles que rompem as barreiras)
Peixes: o mais complicado de todos, o signo do contato com o “outro mundo”. Oitavas baixas (fuga da realidade, viciados, drogados, suicidas), oitavas medianas (artes em geral, pessoas que enxergam outras realidades, médiuns, pintores, músicos, todos que estejam em contato com “algo mais”), oitavas altas (messias, grandes artistas, grandes músicos, pintores, escritores, visionários).


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Claro que ainda existe o Livre Arbítrio. Em que oitava da energia de cada signo em cada planeta depende única e exclusivamente de VOCÊ.


Estudando os mapas astrais e decifrando este imenso computador celeste, as pessoas podem obter autoconhecimento e trabalhar suas fraquezas e desenvolver suas capacidades. Como já dizia o oráculo de Delfos “conhece a ti mesmo e conhecerá as maravilhas do universo”.


E também sobre o livre arbítrio: o computador celeste só ajuda a posicionar os espíritos de volta ao planeta. O que elas vão fazer depois disso depende única e exclusivamente delas.


Claro que você pode se propor a fazer muitas coisas e depois simplesmente não fazer nada do que se propôs e atrasar sua evolução (mas você vai ter de consertar todas as besteiras que fizer mais tarde!).


Ou pode até mesmo fazer o oposto do que disse que ia fazer. Um exemplo ótimo é Hitler. Circulam nos meios ocultistas relatos de que Hitler teria vindo para a terra para ser um grande líder, para tirar a Alemanha do caos da primeira guerra mundial e dar continuidade ao trabalho espiritualista do início do século, mas envolveu-se com o Caminho Sinistro e deu a merda que deu…


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Voltando ao assunto… Imaginem que estas energias ainda precisam ser combinadas com os planetas, ou seja, não adianta falar “ah, mas eu sou de câncer e não tenho nada a ver com câncer”, porque você precisa examinar CADA planeta.


Se o seu sol for um signo, mas você tiver seis outros planetas em outro signo, provavelmente você terá uma personalidade muito diversa do que está nas revistas. Aliás, a imensa maioria dos horóscopos de revista são uma bosta.


Eu já ouvi de um colega que trabalhou em um jornal que eles pegavam frases sorteadas de uma caixa de papelão para colocar nos horóscopos a cada dia…não é a toa que praticamente ninguém dá valor a astrologia nos dias de hoje.


Eu mesmo confesso que achava astrologia uma tremenda picaretagem antes de estudar Astrologia Hermética a fundo. Seria isso uma conspiração para impedir as pessoas de explorarem seus potenciais e mantê-las como gado?


Imagine um mundo onde desde criança os indivíduos já tivessem um contato com seus mapas astrais e estudassem seus pontos fortes e fracos, desenvolvendo as características que serão mais úteis para si mesmos e para a sociedade e trabalhando naquilo que precisam melhorar. Estudando assuntos que representam algo para sua personalidade ao invés de se enfiarem em empregos que não agregam nada a sua persona?


Sobre o aumento de população na Terra: os espíritos da orbe terrestre são aproximadamente 20 bilhões, dos quais cerca de 1/6 deveriam estar encarnados nesta faixa de vibração a cada ciclo (sim, a terra está superpopulada, descontrolada, estuprada, faminta, violenta e um completo caos, mas isto é mesmo novidade?). De qualquer forma, existem planetas “piores” e boa parte deste povo que está passeando pela terra nestas últimas encarnações sem fazer nada de útil para si mesmos está sendo direcionado para outros locais.


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Grande Computador Celeste – parte II


Segunda parte da explicação sobre Astrologia Hermética. Para entendê-la, precisamos conhecer melhor as doze principais energias que fazem parte do universo humano.


Energias e os 12 Signos


Nossa realidade é baseada em um conceito dual de energias que se complementam, que os orientais chamam de Yang e Yin, positiva e negativa, masculina e feminina, penetrante e penetrada, luz e sombra, calor e frio, etéreo e denso e por ai vai.


Se imaginarmos que no início dos tempos a energia primordial dividiu-se em duas (Yin e Yang). Mais tarde, estas duas energias dividiram-se novamente, originando 4 energias: Fogo (espírito, yang-yang), Água (emoção, yang-yin), Ar (razão, Yin-Yang) e Terra (físico, Yin-Yin). Como as combinações yin-yang e yang-yin estão em um mesmo nível de energia (que chamamos de mente, um meio termo entre corpo e espírito, formada pela razão e emoção), os ocultistas dividiam o nosso corpo em três partes (corpo, mente e alma).


Simples até agora?


Bem… com uma terceira divisão, considerando apenas 3 “patamares” energéticos (que os astrólogos chamam de Fixo (terra), Cardinal (Fogo) e Mutável (ar, água), chegamos a 12 energias diferentes que agem sobre o ser humano (observe a imagem que eu fiz para uma melhor compreensão).


Deste pequeno gráfico chegamos à divisão dos signos em 4 grupos:

- Fogo (Áries, Leão e Sagitário),

- Água (Câncer, Escorpião e Peixes),

- Ar (Aquário, Gêmeos e Libra)

- Terra (Capricórnio, Virgem e Touro).


Outras pessoas preferem agrupar estas energias em 3 categorias:

- Cardinal (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio),

- Mutável (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes) e

- Fixo (Touro, Leão, Escorpião e Aquário)


Na verdade, tanto faz.


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Cada um deste tipo de energia rege certas qualidades que precisam ser trabalhadas pelo ser humano no caminho para a ascensão: a iniciativa, o acumular, a comunicação, a emoção, a liderança, a autocrítica, a diplomacia, o poder, o alto astral, as restrições, o romper barreiras e o contato com o cósmico. Cada signo trabalha especificamente com um determinado tipo de energia.


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E, finalizando, cada tipo de energia (signo) possui ainda níveis de evolução, que chamamos de OITAVAS. Então, assim sendo, duas pessoas com um mapa astral idêntico (irmãos gêmeos, por exemplo) podem ter características totalmente diferentes.


Vou dar um exemplo de oitavas para não nos alongarmos no assunto: Áries.

Em sua oitava mais baixa (energias menos desenvolvidas), temos pessoas irritadas, pavio-curto, nervosas, estressadas, impulsivas…

Em uma oitava média, temos pessoas de ação, que gostam de ter iniciativa, que saem na frente, que não são molengas, que gostam de exercícios físicos, de “explosões”…

Em oitavas mais altas temos líderes, pessoas que tomam a iniciativa para defender os fracos, que não recuam diante dos problemas, que enfrentam a tirania e assim por diante…


Agora juntemos os planetas e as energias.


Imagine que cada Planeta esteja associado a algumas características do ser humano: Sol (como você se expõe para os outros), Lua (como você é realmente), Mercúrio (como você pensa), Vênus (como você sente), Marte (como você briga), Júpiter (o que te facilita), Saturno (o que te atrapalha)… e assim por diante.


Nenhuma destas associações é aleatória e todos estes planetas, energias e características estão intimamente associados às sephiras da Kabbalah.


Desta forma, quando causamos uma interferência negativa no livre-arbítrio de outro ser (por exemplo, dano físico, representado por Marte, dano intelectual representado por Mercúrio, dano afetivo representado por Vênus, entre milhares de combinações), acumulamos “Karma negativo” e quando fazemos ações que colaboram com a evolução do planeta (ensinando, amando, auxiliando, construindo), acumulamos “Karma positivo” (note que isso não tem absolutamente NADA a ver com “Bem” e “Mau”, que são coisas totalmente humanas, mundanas e relativas).


Ao final de sua vida, tudo o que você fez de positivo e negativo fica arquivado (sim, os gregos já sabiam disso 2.500 anos atrás, e os Egípcios 6.000 anos atrás, com suas lendas sobre Anúbis e “pesar a balança”).


Além disto, entra em cena o Livre Arbítrio. Antes de nascer, cada pessoa se propõe a fazer alguma coisa nesta vida (“vou ajudar aquele irmão que prejudiquei na outra vida”, “vou cuidar de um orfanato”, “vou aprender a ser mais tolerante”, “vou ser mais organizado”, “vou me dedicar à música”, “vou aprender a ser mãe” e assim por diante). Tudo isso fica registrado e os orientais chamam isso de Dharma.


Com estes dados em mãos, os Engenheiros de Karma podem coordenar exatamente onde, quando e como uma alma deve retornar ao planeta, levando em conta outras almas que precisam passar por experiências semelhantes (ex. juntar um filho que precisa nascer cego com uma mãe que precisa aprender a tomar conta de alguém cego), seguindo o que chamamos de Lei de Afinidade.


Não apenas a Terra, mas TODOS os planetas do sistema solar são habitados (mesmo que nossos corpos físicos e equipamentos não possam detectá-los) e seguem o mesmo modelo de sincronicidade (Como diria um cara bem inteligente na Bíblia, “Há várias moradas na casa do meu Pai”), formando um único e gigantesco computador celestial, que funciona com mais precisão que o melhor dos relógios suíços.

– O que determina a que oitava uma pessoa pertence?

@MDD – O livre arbítrio

– O que é chamado de ‘Oitavas’ no texto são os ‘Decanátos’ dessa fontehttp://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=3441 ?

>> Além disto, entra em cena o Livre Arbítrio. Antes de nascer, cada pessoa se propõe a fazer alguma coisa nesta vida. – Em que momento ‘antes de nascer’ e onde esse ’se propõe’ acontece?

>> os Engenheiros de Karma – Quem são esses?

@MDD – São consciências supra-humanas que gerenciam as reencarnações. Eles determinam o “onde” e “quando” das encarnações.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Grande Computador Celeste – parte I

Para entender o conceito de computador celeste, são necessários alguns pré-requisitos:

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1- Conhecer a teoria da Reencarnação.
Doutrina que é conhecida desde o Antigo Egito pelos Rosacruzes e divulgada desde os tempos imemoriais pelos hindus, budistas, xamãs, celtas, druidas, pitagóricos, essênios, teósofos, wiccans, gnósticos, espíritas e espiritualistas em todo o planeta. Consiste na imortalidade da alma, que reencarna sucessivas vezes no planeta Terra até atingir um estágio de evolução cada vez maior, aprendendo com os erros e aproveitando os acertos para fazer outros irmãos evoluírem.


2 – Acreditar em Karma.
Karma é uma palavra que vem do Sânscrito e significa “conseqüência”. Ele diz que tudo o que você fizer ao universo gerará uma força de igual intensidade que repercutirá… nesta vida ou nas próximas… Como diria Earl Hickey, “do good things and good things will happen to you!”(faça coisas boas e coisas boas acontecerão pra você).


Embora Allan Kardec não tenha usado em momento algum a palavra karma ou qualquer de suas variações, esta veio a ser mais tarde incorporada pelos espíritas para designar o nível de evolução espiritual de cada indivíduo, ao qual se devem as circunstâncias favoráveis ou desfavoráveis que venham a encontrar durante sua encarnação. Sempre é bom lembrar que Karma é algo que existe independente de você acreditar nele ou não. É como a Lei da gravidade.


Se existe Karma e Reencarnação, possivelmente devem existir entidades ou seres responsáveis por “recolocar” as pessoas nos planetas de acordo com o que elas fizeram, para que elas estejam na hora certa no local certo para que possam aprender e evoluir, correto?


3 – Acreditar em mundo espiritual.
Saber que existem diversas faixas de vibrações, cuja imensa maioria o ser humano físico não é capaz de captar. Da mesma maneira que nossos olhos não enxergam o infravermelho ou ultravioleta, que nossos ouvidos não escutam o infrassom e o ultrassom e que nossos narizes não cheiram diversos odores, assim nossos sentidos não são capazes de detectar uma gama imensa de campos vibracionais que estão lá, cujo imaginário popular chama de “fantasmas” ou “espíritos”.


4 – acreditar que a matemática é precisa.
Se a matemática e a astrofísica existem e funcionam, é possível prever com PERFEITA EXATIDÃO a posição correta de cada corpo celeste dentro do sistema solar (e de todos os sistemas de todas as galáxias) bastando para isso apenas os valores de translação dos planetas e outros números que se até seres humanos são capazes de calcular.


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Desta maneira, tirando uma “foto” do céu em qualquer local e horário de qualquer planeta do Sistema Solar (considere as luas de um planeta como fazendo parte dos “planetas” daquele céu), consegue-se uma imagem relativa e única daquele tempo-espaço, correto?


Dispondo de todas estas premissas, podemos começar a explicação do que seria um computador celeste.

Tradições diferentes dão o nome diferente para a mesma coisa. Para os rosacruzes, “alma”é o “espírito” dos kardecistas, umbandistas, espíritas, e “espírito” é a energia primordial que forma o universo (o que os cientistas chamam de “blocos fundamentais da matéria”).


E, quanto aos ateus e céticos, é ótimo que comentem e agradeço a participação, desde que com alguma argumentação. Falar “os cientistas católicos não encontraram prova da existência de espíritos” é algo que eu aceito com prazer como refutação, pois faz parte da crença sagrada de cada um, mas falar “astrologia é uma bosta” só vai mostrar a todos o quão ignorante você é. Como disse Voltaire, “Posso não concordar com uma palavra do que você disser, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-las” e, se você não acredita em reencarnação, não tem problema, na próxima vida talvez você acredite hehehe


PS OBRIGATÓRIO: A busca da espiritualidade faz parte sim, não só das minhas aventuras, como das aventuras de qualquer ser vivente na face da terra. Não venho com essas palavras, dizer: façam isso, façam aquilo!, mas todo e qualquer pensamento ou documento capaz de tornar a vida de cada um de nós melhor, é algo válido, não acham?

sábado, 29 de janeiro de 2011

Criadores e Criaturas (primeiras linhas...)

Faltava o toque final. Mateo caminha dois passos até o graduador de luz. Baixa a iluminação a um ponto de penumbra. Finalmente, acende as velas espalhadas pelo ambiente. Caminha com cuidado de não pisar nas pétalas de rosa (pelo menos por enquanto –– depois, não importava) Aproveitou para endireitar um talher, que supostamente seria o seu, ademais de limpar uma mancha em uma taça de vinho. Afastou-se, enfim, para contemplar a cena do alto de sua complexidade.
Estava tudo perfeito.
Um som de campainha, vindo de algum canto da cozinha indicou que o prato principal estava pronto. O relógio despertador tocou. Ainda tinha dez minutos para os últimos preparativos.
Mateo foi até o quarto. Perfumou-se.
Abriu uma gaveta do roupeiro, logo, uma caixa com pertences mais íntimos. De ali, tirou uma caixa ainda menor. De uma gaveta ao lado tirou algo mais.
Volta para sala de estar, para aquele ambiente romântico. Coloca a pequena caixa no bolso interior do jérsei. O objeto, que tirou da última gaveta, coloca ao lado de seu prato.
Vai até a cozinha a trazer o prato principal, um exótico preparado que aprendera de amigos na Europa, pato com salsa belga de finas ervas. O aroma da comida enche o ambiente.
Ele olha o relógio. Está na hora.
A campainha não toca.
Nesse meio tempo, ele nota que falta ao ambiente um pouco de música. Vasculha seu grande acervo de CDs procurando algo ideal, e acaba decidindo-se por Perfect Day, de Tom Waits.
A campainha não toca.
Ele serve uma porção de pato a si mesmo. Não muito tempo depois, iniciou sua refeição, sozinho. Serve-se um pouco de vinho branco, frio. A música não havia terminado ainda, quando ele voltou a tirar a pequena caixinha do bolso do Jersey. Enquanto mastigava uma boa garfada do prato principal, abriu-a, pousou-a sobre a mesa, em frente ao seu prato, com o olhar derramado ao que havia dentro do seu interior.
Um anel de compromisso.
A música termina.
Lágrimas mancham a seda que cobre a mesa.
A campainha não toca. Ninguém vai chegar –– muito menos a prometida para aquela aliança. Há muitos anos, um acidente de carro impediu que isso acontecesse.
Ela se chamava Carolina, alguns anos mais jovem que ele. Linda, possuía uma determinação única e uma noção de mundo raríssima naqueles tempos.
Costumavam passar horas e horas conversando sobre qualquer assunto. Ela sempre tinha uma impressionante opinião sobre tudo e todos. Falassem de política, de economia, de história, de livros, cinema ou teatro, as palavras dela sempre acrescentavam muito mais do que simples conteúdo, e, ao final, perto do fatídico incidente, mesmo depois de quase três anos de convivência, ele não havia perdido a impressão de que Carolina, sua futura esposa, era aquele tipo de pessoa que está muito, muito além de sua própria geração, daquele tipo especial, que nasce a cada 200, 400 anos, e acaba mudando todo o modo de pensar de uma geração.
A distinção de quem pensava assim, se era o namorado apaixonado ou o homem comum, que ouvia as palavras dela, tal fora ela uma líder fundamentalista e mestra espiritual, ele não sabia dizer.
Sua única certeza era que Carolina era um sonho do qual ele queria fazer parte.
Com o guardanapo também de seda, Mateo limpou a boca ao terminar a refeição. Bebeu o último gole de vinho. Todos os pensamentos, todas as lembranças do ocorrido invadiram sua mente.
O restaurante caro onde a esperou, com um lindo anel de diamantes, pretendendo propor casamento à mulher de sua vida. O telefonema do hospital, então, a noticia trágica de que um acidente de transito havia interrompido seus planos... levado a vida daquela a quem amava.
O motivo de tudo isso, na verdade é o menos importante. Podia ser um acidente, um roubo, outro homem, a má interpretação de uma simples amizade. No entanto, a morte trágica e inesperada é a mais apropriada motivação para Mateo.
Ele alça o segundo objeto sob a mesa (aquele mesmo que ele tirou da segunda gaveta) e o aponta contra o próprio peito: um revolver, calibre 38.
Bastaria apenas uma bala para acabar com todo seu sofrimento –– nada mais que isso.
Cada dia, cada santo dia, na mesma hora, ele fazia essa mesma cerimônia. E quando chegava o último ato (um simples puxar de gatilho), ele falhava.